terça-feira, 6 de março de 2012


DIVINO AMIGO, VEM!

Senhor,
Tu que nos deste no Tempo
O sábio condutor de nossos destinos,
Faze-nos entender a bênção dos minutos,
A fim de não perdermos o tesouro dos séculos...

Porque o Tempo, Senhor,
Guardando-nos a alma
Nos braços das horas incessantes,
Embora nos amadureça o entendimento,
Não nos ergue da Terra
Ao encontro de Ti.

Por ele temos a hora do berço
E a hora do túmulo,
A hora de semear
E a hora de colher,
A hora de rir
E a hora de chorar...

Com ele temos a experiência
Da dor e da alegria,
Da ilusão e da realidade,
Do conforto e da angústia
Que, em nos transformando o raciocínio,
Não nos alteram o coração.

É por isso, Senhor, que te rogamos
Assistência e socorro!...
Ajuda-nos a cooperar com os dias,
Para que os dias colaborem conosco.
Ensina-nos a buscar
A hora de buscar-Te,
No respeito aos Teus desígnios,
No trabalho bem vivido,
No estudo de Tuas leis,
Nos serviços aos semelhantes,
Na contemplação de Tua grandeza
E na ação constante do bem.

Livra-nos da inércia,
Porque sem Tua bênção
A ronda dos milênios
É só repetição,
Prova e monotonia...

Divino Amigo, vem!
E ampara-nos a senda
Porque, sem Ti, o Tempo,
Embora sendo luz
E embora sendo vida
Sem que Te procuremos,
Deixar-nos-á clamando
Nos abismos da sombra,
Da aflição e da morte...

Emmanuel
Do livro:
À Luz da Oração
(Antologia de Preces Mediúnicas)
Francisco Cândido Xavier

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